 Gilmar Leite Ferreira, ou simplesmente Gilmar Leite, é poeta e declamador. Nasceu em São José do Egito, às margens do rio Pajeú, no Sertão de Pernambuco. Desde o começo da adolescência que o poeta começou a ouvir as cantorias de violas. Foi ouvindo e lendo poetas como, Rogaciano Leite, os irmãos Batistas (Lourival, Dimas e Otacílio), Job Patriota, João Batista de Siqueira (Cancão), Pinto do Monteiro e uma infinidade de poetas repentistas, que Gilmar Leite Ferreira cresceu e se fez poeta. Portador do gene cultural da sua terra foi vivendo no “clima” da poesia e dos cantadores, sempre lendo os grandes poetas. Com três livros publicados, sendo os dois primeiros - LIBERTAÇÃO e ÊXTASE - editados pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), e o terceiro - NASCIMENTO - pela Editora Seven System International, com sede em São Paulo, que o poeta vem divulgando a sua arte poética.
 A poesia de Gilmar Leite passeia pelas vários estilos literários, dando mais ênfase ao soneto, ao galope à beira-mar e os decassílabos. Os temas abordados na sua poética vão desde as questões da existência humana, passando pelo lirismo, pela visão poética do corpo, até desembocar no mundo bucólico do Sertão. Além de poeta, Gilmar Leite é professor de Educação Física e faz mestrado na UFRN pesquisando “Poesia, Corpo e Educação, enquanto fenômenos entrelaçados do conhecimento”. Além dos livros citados acima, o poeta participa das antologias “Amores Perfeitos na Beira do Mar” (2007) e “Retratos do Sertão” (2009), ambas organizadas pelo poeta Marcos Passos. Com relação às parcerias musicais, Gilmar Leite teve seu primeiro trabalho em cd por intermédio da música “Coração Corsário”, gravada pelo  cantor Marcio Rocha, filho do compositor Sales Rocha, parceiro da música citada. No ano de 2008, o poeta Gilmar Leite e o compositor / cantor Galvão Filho tiveram a honra da música “Saudade de Marcolino” (homenagem ao compositor paraibano Zé Marcolino), ser gravada pelo forrozeiro Santana. Neste ano (2009), o cantor e compositor potiguar Galvão Filho gravou no seu cd “Achados e Perdidos” as músicas “O Ser Poeta”, “Alma Sertaneja” e “Canto Vital”, todas elas feitas em parceira com Gilmar Leite. Além de se apresentar como poeta, escritor e palestrante, Gilmar Leite é um virtuoso declamador. Quem já ouviu o poeta nos palcos e em saraus fica emocionado com a sua força interpretativa ao declamar. O poeta já participou de vários recitais pelo nordeste afora, e já fez parte de comissões julgadoras nos festivais de poetas repentistas várias vezes, sendo que em algumas ocasiões como presidente da comissão. A sua atividade de declamador já o levou a fazer apresentações em shows de cantores como Maciel Melo, abertura de espetáculo da banda pernambucana “Cordel do Fogo Encantado” e outros eventos promovidos pelas escolas públicas, particulares, universidades e outros espaços onde acontecem eventos culturais. Veja abaixo, algumas poesias de Gilmar Leite: O Ser PoetaO poeta diz no verso o indizível,  Faz o belo surgir de qualquer canto; Bota o riso no âmago do pranto, E percebe o visível, no invisível. É um ser, construído do sensível, Pra mostrar os sentidos com encanto, E fazer através do desencanto, O possível, surgir do impossível. Seu poder modifica a pedra em flor! Faz o ódio morrer nas mãos do amor, E se aflige, na dor dos oprimidos. Ele enxerga, a aurora no crepúsculo, Vê o grande oculto no minúsculo, E é a voz dos que vivem esquecidos. Gilmar Leite Rio Pajeú - Gilmar Leite
| I Grande rio de mágico mistério, Correnteza imortal da inspiração, O reinado sublime do Sertão, Onde o canto é levado muito a sério. Cada verso demonstra nobre império Onde o vate governa soberano; Expressando o cantar parnasiano Numa enchente de verve cristalina, Que em cascatas vem da mente divina Para encher de ternura o peito humano. | II És nascente do audaz Rogaciano Defensor voraz dos trabalhadores; Teu jardim resplandece lindas flores Que “Cancão’’ plantou com amor arcano. Foi Marinho o primeiro mestre ufano Que subiu o estandarte da poesia. Job Patriota lirismo em fantasia, Lourival trocadilho inusitado, Grandes mentes dum sol iluminado Onde a verve com brilhos extasia. | III És vertente que tem filosofia Através do erudito Bio Crisanto, Um filósofo que ao invés do pranto Derramava correntes de alegria. Quem passava na humilde moradia Via o exemplo fiel da evolução, Dum filósofo sem locomoção Dando passos com sábios pensamentos, Expressando sublimes sentimentos Sobre as trilhas dum puro coração. | IV Nascedouro imortal da criação És a fonte dos grandes repentistas, Cachoeira dos “três irmãos Batistas”, Valdir Teles veloz como um tufão, Zezé Lulu cantou todo o Sertão, Zé Catôta na glosa é imensurável, Ismael repentista admirável, E João Campos corrente cristalina, O fulgor de Antônio de Catarina, O “baú” de um Dedé inesgotável. | V Pajeú, teu poema é memorável! Mestre Aleixo revela com carinho, Nos mostrando com luz o teu caminho Num saber de grandeza inexorável. A família Rabelo inquestionável É um marco do reino encantado; O saber desse povo coroado Tem no trono o valor da poesia, Declamada e escrita com magia Construindo com versos teu legado. | VI Cada vate é um rei admirado, Que governa através do coração, Castigando seu povo de emoção Com o beijo do verso ritmado. Amorim, um poeta inveterado; Adalberto, pureza imaginável; Edinaldo que mostra o admirável; Lulu Neto e Vinicius Gregório, Com Arlindo e um “Rocha” tão notório, São enchentes do verso inesgotável. | VII São os “Passos”, a fonte interminável, Numa Grécia coberta de lirismo, Onde brota o fulgor do romantismo, De maneira sublime, inigualável. Quem caminha no teu solo infindável Sente as flores da mente que extasia; Duma terra com sendas de poesia Onde o povo navega o coração, Na corrente imortal da inspiração Encantando o viver com fantasia. | VIII Cada córrego brota a melodia Através do “Caboclo Sonhador”; Um menino tropeiro cantador Que nos dedos tem veio de harmonia. O Zé Dantas compôs com maestria, Matricó faz canções usando o pinho, Nas barrancas a neta de Marinho Faz um canto com toda devoção, Numa enchente de linda entonação Com beleza, doçuras e carinho. | IX Por imenso que seja o pergaminho Pra falar dos ilustres moradores, São centenas de músicos e escritores Dando brilho ao poder do remoinho. Cada enchente de verso abriu caminho Para nova e brilhante geração; São valores de grande criação Com fulgor, sentimento e beleza, Aumentando com luz a correnteza No profundo lençol da inspiração. | X Cada artista através da perfeição Pinta quadros com mágico pincel, Demonstrando de forma bem fiel As imagens que vêm do coração. Os seus traços têm cores do Sertão Que o poeta “Filó” em versos pinta, Desenhando de forma bem distinta A paisagem encantada da poesia, Num painel de beleza e fantasia Ilustrado por uma oculta tinta. | XI A grandeza jamais será extinta Na planície fiel da inspiração, Porque existe um perene coração Escorrendo uma verve que não finta. Quem bebê-lo é difícil que não sinta O sabor delicado dos sentidos, Onde a fonte cristal dos tempos idos Continua jorrando o sentimento, Recebendo o parnaso “Nascimento” Através dos sonetos construídos. | XII Teu jardim tem canteiros coloridos Onde as flores liberam sua essência, Perfumando com lírica fluência Os recantos sublimes dos sentidos. Colibris multicores destemidos Bebem o néctar límpido das flores Dando vôos delicados nos verdores; E as sutis e pequenas borboletas Num balé demonstram mil piruetas Enfeitando o painel dos esplendores. | XIII Quando a tarde desmaia, os temores Tomam conta do homem sertanejo E o mistério da noite dá seu beijo Sobre a face temível dos pavores; Uma rã solta seus gritos de dores, Enlaçada por rápida serpente; Outros bichos despertam do latente Pra saírem na negra escuridão, Na rotina infalível do Sertão, Assombrando o viver de muita gente. | XIV Quando chega a época da enchente Os meninos derrotam seus auspícios; Sem temerem profundos precipícios, Dão mergulhos vencendo a corrente. A jurema com espinho contundente É levada num grande arrastão; Velhos troncos tirados do seu chão, São caronas pra toda meninada, Parecendo uma rápida jangada Entre as águas fluídas do grotão. | XV Tuas águas banharam Lampião, Cangaceiro de força destemida, Que passou quase toda a sua vida Enfrentando os soldados da nação. Para muitos foi líder do Sertão, Que assombrou fazendeiros poderosos; Enfrentou secas, tempos invernosos, Desbravou mil caatingas com coragem; Nas ribeiras dormiu fez a passagem Comandando seus cabras corajosos. | XVI É nos tempos de invernos caudalosos Que o teu veio aumenta ferozmente, Numa fúria veloz onde a corrente Tem a força dos tigres poderosos. Os remansos com giros revoltosos Movimentam as águas vermelhadas, As lagoas são todas inundadas Pelas fortes vazantes das ribeiras, Renascendo pequenas corredeiras Das planícies que foram alagadas. | XVII Quando seco, visões mal assombradas Formam cenas tristonhas de pavor; O sofrer do Sertão sente o fervor Numa dor de tristezas desoladas. As carcaças das vacas ressecadas Pelo sol escaldante do verão; São fantasmas de grande assombração No painel desolado dos tormentos, Retratando milhões de sofrimentos Num semblante de trágica feição. | XVIII No passado viveu grande nação Habitada por tribos de guerreiros, Que cruzavam com passos bem maneiros Todo o vale, ribeira e o grotão. Foram bravos de puro coração Como prova de um reino encantado; Qualquer vate que esteja inspirado Bota flores de versos em tuas sendas Enfeitando de cantos belas lendas Da nação do guerreiro delicado. | XIX O presente conquista teu passado O futuro tem flores de esperança; Até mesmo da mente da criança Surge o pólen dum verso improvisado. Sobre a margem o vaqueiro encourado Solta a voz qual poetas soberanos; Lindos pássaros com cantos arcanos Improvisam nos velhos arvoredos; Nos casebres das margens, mil segredos São histórias de menestréis ufanos. | XX És passagem dos nômades ciganos, Retirantes das secas infernais, Que procuram lugares invernais Pra salvar o seu povo de mil danos. Foste palco de embates desumanos Na tragédia selvagem do passado; Sobre “Pedra Bonita” está marcado Cada traço de sangue do inocente, Que, iludido, morreu sonhando crente Nas promessas dum “Reino Encantado”. | XXI Pajeú, quando vejo teu reinado Expressar menestréis encantadores, São as pétalas fúlgidas das flores No jardim do lirismo improvisado. Cada artista desvenda o ocultado Através do poder da intuição; Tens nas veias sublime criação, Na grandeza dos nossos monumentos, Onde os versos escorrem sentimentos Duma fonte chamada coração. | XXII E por mais que eu procure inspiração, Que desenhe teus quadros de beleza, Fica um córrego minha correnteza, Comparada com tua imensidão. Não consigo falar com precisão Pra mostrar o teu reino encantado, Já estou com meu peito esgotado, Minha mente perdeu a consciência, Chamo um vate que tenha competência Pra acabar meu poema inacabado. |
| Texto da Poetisa Rachel Rabelo
Olá amigos (as). Informo a vocês que a editora internacional Seven Systen International, através do seu portal www.biblioteca24x7.com.br está comercializando o livro do Poeta Gilmar Leite, intitulado NASCIMENTO. É uma obra repleta de sentimentos plenos que traçam a sua existência humana como homem sensível ao mundo e sobretudo as pessoas; como amigo sempre afagando os corações com sua doce poética; e como POETA REAL tocando nossas almas, pois percebe o visível no invisível e diz no seu verso o indizível! NASCIMENTO, é um livro completo!!! Feito "apenas" de SONETOS, para mim particularmente, a mais bela forma poética de traduzir a fala da alma, do coração e do ser na sua plenitude. Convido-os, agora, a entrar no blog desta fonte de sentires http://www.nascimento24x7.blogspot.com. Será um prazer tê-los por lá! E, reforço, o pedido primeiro, para adquirirem NASCIMENTO através do site da editora (venda online). O preço está bem acessível e a transação pode ser feita através de cartões de crédito, dividido em parcelas. Afirmo que não irão se arrepender... Será uma bela aquisição! Agradeço, desde já, as visitas e as possíveis compras. O Poeta ficará feliz e a POESIA correrá o mundo firmando o porquê da sua concretude! Beijos poéticos, Rachel Rabelo Gilmar Leite |