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MARCOS PASSOS (Marcos Livio dos Passos e Silva) PDF Imprimir E-mail

Marcos Livio dos Passos e Silva, ou simplesmente MARCOS PASSOS, nasceu em São José do Egito / PE aos 29 de setembro de 1962, filho do poeta e Advogado José Soares da Silva e da poetisa e Professora Dª Beatriz Passos.

Viveu sua infância na terra natal onde concluiu o 1° grau.

Em 1979 foi morar em Recife, onde cursou o 2° grau e se formou em Ciências Contábeis pela UNICAP.

Poeta, declamador e apologista, desde a infância teve forte influência dos grandes cantadores repentistas como Pinto do Monteiro, Antônio Marinho, Lourival Batista, Dimas Batista, Job Patriota, Manoel Chudú, José Lopes Neto, João Paraibano, Geraldo Amâncio, Ivanildo Vilanova e Sebastião Dias, e de outros ícones da poética nordestina, a exemplo de João batista de Cerqueira (Cancão), Manoel Filó, Dedé Monteiro e Chico Pedrosa.

Sofreu influência também de grandes sonetistas, a exemplo de augusto dos Anjos, Florbela Spanca, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, Álvares de Azevedo, Padre Antônio Tomás, Jansen Filho e Rogaciano Leite.

É co-autor e organizador do livro NOS PASSOS DA POESIA - de autoria de sua mãe, a poetisa e Professora Beatriz Passos - com a participação do seu pai, o poeta e Advogado José Soares da Silva e de todos os filhos, e da coletânea de galopes à beira-mar, com a presença de sessenta poetas, intitulada AMORES PERFEITOS NA BEIRA DO MAR.

Seu livro ANTOLOGIA POÉTICA RETRATOS DO SERTÃO, que conta com a particiação de 88 poetas, está em fase de editoração e tem lançamento previsto para o mes de março de 2009.

Atualmente o poeta está preparando uma homenagem em prosa e poesia a um dos maiores poetas compositores da música popular nordestina – JOSÉ MARCOLINO.

Abaixo algumas poesias de Marcos Passos:

 

MOCIDADE É UM VENTO PASSAGEIRO
BEIJA A FACE DA GENTE E VAI EMBORA.
                                 -
Mote do poeta Luís Homero.

 

Brincadeiras do tempo de criança:
Futebol, garrafão, barra-bandeira;
Essa fase feliz e verdadeira
Hoje eu guardo comigo, na lembrança.
Juventude de amor e de esperança
Eu vivia contente e sem demora.

Mas o tempo fugaz que nos devora
É um fantasma cruel e sorrateiro.

Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.

Quantos dias vividos de ilusão,
Quanta coisa perdida na inocência,
Quantos gestos de paz e de decência,
Quantas veias de amor no coração.
Quanta luz, quanta história de emoção
Que se esvai pelo ar, que se evapora...
... É o relógio da vida que tem hora
De acabar nosso sonho derradeiro.
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.

 

Na infância a ternura brilha forte;
Na velhice o fulgor desaparece;
Juventude é o calor que nos aquece;
A idade é o frio da nossa sorte...
Como um barco que ruma sem ter norte,
Atravessa tufões e se apavora;
O vigor que existia vê-se agora
Sob o jugo de kronos altaneiro!
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.

 

 

CORRUPÇÃO

 

É o mal que mais aflige a humanidade;

Que fragiliza a ética e a moral.

Corrompe o homem com seu vil metal,

Deixando uma nódoa na sociedade.

Corrói e avilta com facilidade

A honra, a probidade e a razão,

E açoita sem remorso e sem perdão

O lombo nu do proletariado...

O povo sofre triste e humilhado

Diante do poder da corrupção.

 

É a lama espessa onde vive a nobreza

Dos cofres sujos do capitalismo

E onde se vê a força do egoísmo

Eternizar o biltre na riqueza.

Revela a todos nós a sutileza

Do golpe sobre a massa sem noção

E enquanto o rico ri sem compaixão,

R pobre chora desesperançado...

É nesse quadro triste e desgraçado

Que impera a sordidez da corrupção.

 

A solução que a todos nós socorre,

Além de leis que punam com rigor,

É conclamar a massa, com fervor,

Pra combater quem sobre o crime corre.

Quem ama o coletivo não concorre

Pra ser o politiqueiro ou ser ladrão!

Antes acena com a educação,

Com o voto limpo e conscientizado.

Talvez assim o povo, desonrado,

Se livre dos grilhões da corrupção.

 

  

Estações da Alma

 

No início da vida a alma é sentinela

Que guarda a primavera de uma infância plena

E tem um sonho lindo e a tez da açucena

E forra o nosso chão com a flor mais singela.

 

No verão da existência a estrada é mais serena

E o sol da liberdade pinta uma aquarela

Seu raio traça o esboço com uma luz tão bela

Que tinge o nosso quadro de uma cor amena

 

Mais tarde um vendaval aponta o que acontece:

O outono da lembrança nos traz a verdade,

Desfolha a fantasia, a alma se entristece...

 

...Um rio de sentimento inunda a realidade,

Uma chuva de pranto molha quem padece

E afoga o coração no inverno da saudade.

                                       

 

 

 

TEU RISO TEM A BELEZA

DA LUA CHEIA DE AMOR

      - Mote do poeta João Filho.

 

Teu olhar tem a candura

De uma criança sorrindo.

Quando tu estás dormindo

Teu semblante é de ternura.

De uma fruta madura,

Teu beijo tem o sabor;

Teu corpo tem mais ardor

Quando exalas natureza

Teu riso tem a beleza

Da lua cheia de amor.

 

Tuas mãos são carinhosas;

Tuas pernas, torneadas;

Teus lábios, duas chamadas

Pra duas bocas nervosas.

Teus seios são como as rosas

Com o olor das campinas;

Tuas curvas são colinas

Que eu galgo com sutileza,

Teu riso tem a beleza

Da lua cheia de amor.

 

Tua sensualidade

Despertou meus sentimentos

E revelou os momentos

De prazer e ansiedade.

A tua lubricidade

Despertou minha paixão,

Desenhando a emoção

No fulgor da natureza,

Porque tu tens a beleza

Da lua cheia de amor.

 

 

 Ao Poeta Chico Pedrosa:

 

MESTRE CHICO DECLAMA POESIA

NA RIBEIRA DO NOSSO CORAÇÃO.

                     - Mote do poeta Felipe júnior.

 

Nosso grande poeta “abilolado”

Faz os versos fluírem facilmente;

As piadas ouvidas, de repente,

Se transformam num causo improvisado!

No seu canto, o poema interpretado

Tem a força, o lirismo e a emoção

Do retrato mais puro do sertão,

Revelado com rara maestria

Mestre Chico declama poesia

Na ribeira do nosso coração.

 

Um menino fazendo presepada;

Sua infância feliz junto dos pais,

Vão ficar para sempre nos anais

Da poética perfeita e declamada.

Acompanha também sua toada

Belarmino, o dentista, e seu tição,

Tem Zabé lhe fazendo assombração;

Zé gogó cheio de sabedoria

Mestre Chico declama poesia

Na ribeira do nosso coração.

 

Tem “Antõe” de Juvita imaginando

Ser soldado lutando no estrangeiro,

Com a força tenaz de um guerreiro,

Combatendo o inimigo e o derrotando;

A figura de hitler implorando

Ao matuto, clemência e compaixão;

Tem a briga feroz na procissão

Com os santos causando gritaria

Mestre Chico declama poesia

Na ribeira do nosso coração.

 

Tem São Braz, nosso “Santo protetor”                                     

Numa sala esquisita e muito escura,

Apertando o botão da ditadura

Nos causando misérias e horror;

Zé Cangalha, outro grande falador,

Pra não ir para a guerra, sem razão,

Fura um olho, se estrepa e cai no chão;

Sua perna zambeta o denuncia 

Mestre Chico declama poesia

Na ribeira do nosso coração.

 

 

Contatos:
Av. Joaquim Ribeiro 740 – Bloco D – Casa 18
CEP: 50.980-000 – Caxangá – Recife/PE
Fones: (81) 3453.2262 / 9991.5463
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Comentário do poeta após visualizar esta matéria:

"É UM PRAZER PARA MIM,
DE PODER PARTICIPAR
DE UM PORTAL DESSE PORTE
QUE NOS DÁ VEZ E LUGAR.
O PORTAL DO PAJEÚ
FAZ O POETA BRILHAR!!"

Marcos Passos
07/Jan/2008

PS: Versando, como não poderia deixar de ser!

 

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