| MARCOS PASSOS (Marcos Livio dos Passos e Silva) |
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MOCIDADE É UM VENTO PASSAGEIRO
Brincadeiras do tempo de criança:
Na infância a ternura brilha forte;
CORRUPÇÃO
É o mal que mais aflige a humanidade; Que fragiliza a ética e a moral. Corrompe o homem com seu vil metal, Deixando uma nódoa na sociedade. Corrói e avilta com facilidade A honra, a probidade e a razão, E açoita sem remorso e sem perdão O lombo nu do proletariado... O povo sofre triste e humilhado Diante do poder da corrupção.
É a lama espessa onde vive a nobreza Dos cofres sujos do capitalismo E onde se vê a força do egoísmo Eternizar o biltre na riqueza. Revela a todos nós a sutileza Do golpe sobre a massa sem noção E enquanto o rico ri sem compaixão, R pobre chora desesperançado... É nesse quadro triste e desgraçado Que impera a sordidez da corrupção.
A solução que a todos nós socorre, Além de leis que punam com rigor, É conclamar a massa, com fervor, Pra combater quem sobre o crime corre. Quem ama o coletivo não concorre Pra ser o politiqueiro ou ser ladrão! Antes acena com a educação, Com o voto limpo e conscientizado. Talvez assim o povo, desonrado, Se livre dos grilhões da corrupção.
Estações da Alma
No início da vida a alma é sentinela Que guarda a primavera de uma infância plena E tem um sonho lindo e a tez da açucena E forra o nosso chão com a flor mais singela.
No verão da existência a estrada é mais serena E o sol da liberdade pinta uma aquarela Seu raio traça o esboço com uma luz tão bela Que tinge o nosso quadro de uma cor amena
Mais tarde um vendaval aponta o que acontece: O outono da lembrança nos traz a verdade, Desfolha a fantasia, a alma se entristece...
...Um rio de sentimento inunda a realidade, Uma chuva de pranto molha quem padece E afoga o coração no inverno da saudade.
TEU RISO TEM A BELEZA DA LUA CHEIA DE AMOR - Mote do poeta João Filho.
Teu olhar tem a candura De uma criança sorrindo. Quando tu estás dormindo Teu semblante é de ternura. De uma fruta madura, Teu beijo tem o sabor; Teu corpo tem mais ardor Quando exalas natureza Teu riso tem a beleza Da lua cheia de amor.
Tuas mãos são carinhosas; Tuas pernas, torneadas; Teus lábios, duas chamadas Pra duas bocas nervosas. Teus seios são como as rosas Com o olor das campinas; Tuas curvas são colinas Que eu galgo com sutileza, Teu riso tem a beleza Da lua cheia de amor.
Tua sensualidade Despertou meus sentimentos E revelou os momentos De prazer e ansiedade. A tua lubricidade Despertou minha paixão, Desenhando a emoção No fulgor da natureza, Porque tu tens a beleza Da lua cheia de amor.
Ao Poeta Chico Pedrosa:
MESTRE CHICO DECLAMA POESIA NA RIBEIRA DO NOSSO CORAÇÃO. - Mote do poeta Felipe júnior.
Nosso grande poeta “abilolado” Faz os versos fluírem facilmente; As piadas ouvidas, de repente, Se transformam num causo improvisado! No seu canto, o poema interpretado Tem a força, o lirismo e a emoção Do retrato mais puro do sertão, Revelado com rara maestria Mestre Chico declama poesia Na ribeira do nosso coração.
Um menino fazendo presepada; Sua infância feliz junto dos pais, Vão ficar para sempre nos anais Da poética perfeita e declamada. Acompanha também sua toada Belarmino, o dentista, e seu tição, Tem Zabé lhe fazendo assombração; Zé gogó cheio de sabedoria Mestre Chico declama poesia Na ribeira do nosso coração.
Tem “Antõe” de Juvita imaginando Ser soldado lutando no estrangeiro, Com a força tenaz de um guerreiro, Combatendo o inimigo e o derrotando; A figura de hitler implorando Ao matuto, clemência e compaixão; Tem a briga feroz na procissão Com os santos causando gritaria Mestre Chico declama poesia Na ribeira do nosso coração.
Tem São Braz, nosso “Santo protetor” Numa sala esquisita e muito escura, Apertando o botão da ditadura Nos causando misérias e horror; Zé Cangalha, outro grande falador, Pra não ir para a guerra, sem razão, Fura um olho, se estrepa e cai no chão; Sua perna zambeta o denuncia Mestre Chico declama poesia Na ribeira do nosso coração.
Contatos:
Comentário do poeta após visualizar esta matéria: "É UM PRAZER PARA MIM, Marcos Passos PS: Versando, como não poderia deixar de ser! |





Marcos Livio dos Passos e Silva, ou simplesmente MARCOS PASSOS, nasceu em São José do Egito / PE aos 29 de setembro de 1962, filho do poeta e Advogado José Soares da Silva e da poetisa e Professora Dª Beatriz Passos.
Sofreu influência também de grandes sonetistas, a exemplo de augusto dos Anjos, Florbela Spanca, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, Álvares de Azevedo, Padre Antônio Tomás, Jansen Filho e Rogaciano Leite. 










