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A Origem nas Feiras Medievais Nossa viagem em busca das origens do cordel começa na Europa, na Idade Média, num tempo em que não existia televisão, cinema e teatro para divertir o povo. A imprensa ainda não tinha sido inventada e pouquíssima gente sabia ler e escrever. Os livros eram raríssimos e caros, pois tinham de ser copiados a mão, um a um. Então, como as pessoas faziam para conhecer novas histórias?
Pois bem, mesmo nos pequenos vilarejos existia um dia da semana que era especial: o dia da feira. Nessas ocasiões, um grande número de pessoas se dirigia à cidade, e ali os camponeses vendiam seus produtos, os comerciantes ofereciam suas mercadorias e artistas se apresentavam para a multidão. |
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Surgem os primeiros folhetos Com a invenção da imprensa pelo alemão Johannes Gutenberg, por volta de 1440, os livros impressos ficaram com o custo mais acessível, e mais pessoas vieram a se interessar pela palavra escrita. Foi quando os trovadores perceberam a oportunidade de aumentar seus rendimentos e passaram a oferecer também o texto impresso de seus poemas, ao final de suas apresentações.
No início, esses versos não tinham ainda o formato de livrinhos encadernados e se constituíam de folhas soltas. Por isso, em Portugal ganharam o nome de folhas volantes. Na Espanha ficaram conhecidas como pliegos sueltos e na França como littérature dcolportage.
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Métrica e rima no cordel tradicional
Quando alguém canta ou declama versos de cordel logo se percebe o ritmo que vai se repetindo a longo da história. Esse ritmo é resultado da métrica, ou seja, os versos precisam ser construídos com o mesmo número de sílabas. No cordel, os versos possuem geralmente 7 sílabas. Vamos tomar a seguinte estrofe como exemplo: |
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Conhecida por berço poetas e cantadores, município re- vela também nova geração de artistas e ganha espaço para preservar a tradição.
Durante muito tempo, São José do Egito, no Alto Sertão do Pajeú, a 412 quilômetros do Recife, padeceu com a falta de um espaço que congregasse a memória poética do município. Referência até mesmo internacional na cantoria de viola e na poesia, a cidade começa a se preparar para abrigar o Memorial da Poesia Popular. Poetas e repentistas terão suas histórias contadas e arquivadas. Iniciativa parecida até que foi testada, lá pelos idos dos anos 90, mas não vingou. Agora, tudo o que foi produzido ao longo de décadas, como livros, cordéis, gravações de cantorias, fotos, objetos pessoais serão expostos e alguns produtos comercializados no novo espaço. |
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Fundarpe promove capacitação sobre Edital dos Pontos de Cultura no Teatro Arraial
Grupos culturais podem participar da orientação sobre o concurso que vai abrir 120 novos pontos de cultura em todo o Estado A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) realizou em 16/Nov/08, às 14h, no Teatro Arraial, mais uma capacitação para o Edital dos Pontos de Cultura. O concurso, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), vai garantir a criação de 120 novos Pontos de Cultura.
O objetivo é estimular a participação de grupos culturais no Edital de Seleção dos Pontos de Cultura, com a orientação necessária para a inscrição no processo seletivo. As capacitações começaram em agosto. Desde então já foram realizados 14 módulos nas 12 Regiões de Desenvolvimento do estado. Os módulos ocorreram em Araripina, Petrolina, Petrolândia, Salgueiro, Afogados da Ingazeira, Arcoverde, Palmares, Caruaru, Fernando de Noronha, Recife, Nazaré da Mata, Limoeiro e Garanhuns. |
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